Quarta-feira, 14 de Maio de 2008

Crónica FATAL

Viagens, assassínios, amores, guerras interiores que se transformam em grandes manifestações artísticas e que tornam o acto de criação teatral numa intervenção político-social dos jovens universitários.

 

Quem ainda acredita que os estudantes universitários vivem adormecidos e ao sabor do vento engana-se. O FATAL chegou a Lisboa para dar voz, pela nona vez consecutiva, a grupos de estudantes oriundos de várias faculdades do país.  Sim, o FATAL é teatro, mas acima, de tudo, o FATAL é o espaço que os estudantes unversitários encontram para dar largas à sua criatividade e irreverência. Como Adolfo Gutkin exprimiu e bem, “O Teatro Universitário é um local, uma etapa da vida e um local irrepetível. É agora ou nunca.” Com uma energia inesgotável, os jovens universitários portugueses têm trazido até ao palco do FATAL a urgência de viver, a urgência de mudar o mundo, a urgência de sentir que, com muita dedicação, tudo é possível.

 

Ao fim de 9 dias, o público do FATAL assistiu a 17 espectáculos de teatro, peças e performances que, com tonalidades e temáticas distintas, abanaram a cidade de Lisboa lançando debates sobre questões pouco discutidas fora do âmbito universitário. Provocando perplexidade, como os espectáculos Máquina-Édipo, do grupo GTN, Os Últimos, do grupo 2ª Circular, ou Aniquila, do grupo GTIST, emaravilhamento, com a peça Os Feios, do grupo GRETUA e surpresa, com as peças A Cantora Careca, do grupo MISCUTEM e A Corda, do grupo GTUL, e muitas perfomances, a nona edição do FATAL é, mais do que nunca, uma verdadeira ebulição de criatividade teatral.

 

As tertúlias do FATAL têm-se prolongado pela noite dentro com debates em torno dos estilos de interpretação, conceitos de encenação e a grande dicotomia entre a verdade cénica e o papel do espectador na interpretação de uma peça. Entre os convidados das tertúlias FATAL estiveram presentes Eugénia Vasques, Rui Pina Coelho, Maria João Brilhante e adidos culturais de embaixadas, entre outros, que tornaram as tertúlias num momento único de reflexão crítica sobre os espectáculos.

 

Até ao final de Maio, o FATAL vai continuar a dar que falar...
 


Publicado por Organização às 18:05
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